Não espero mais nada da vida. Não quero mais uma taça de vinho, não quero mais nenhuma noite de amor. O que eu quero agora é deitar e dormir. A única coisa que espero desse dia agora. Por que doeu como o inferno, quando eu acordei essa manhã. A cabeça girando e girando. Ainda não me conformo, quando passo a língua nos dentes e sinto os cantos ásperos, as bordas irregulares. Não me conformo.
Até que ponto eu cheguei? Como deixei isso acontecer? O que aconteceu? Eu caí. E agora eu não quero mais. Não quero mais nada além de deitar e dormir. O chamado sono dos justos não vai chegar pra mim. O maldito sono dos justos. O sono que vai deixar a carga mais leve. Vai deixar o caminho mais confortável.
Só sei que esse é meu último pensamento sensato. O último suspiro de uma mente que acaba de matar a própria sanidade
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