sábado, 29 de dezembro de 2012

Pra Violão

Bate a corda
Tum... tãn... tam...
Creeeeeek... tâaan...
Ah. Agora sim...
Tcham tchararam tchum tcham tcham...

Hoje a piscina ta cheia
O drink gelado
O mundo tá acabado

Hoje o sol tá bem forte
A chuva dá sorte
O som afasta a morte

Hoje eu só quero deitar
Numa sombra suave
Cantar como as aves

Hoje eu não posso falar
Pois se eu falo atravesso
O som do violão

Posso somente dizer
Que o som que dele sai
Vem do meu coração

Se hoje o mundo acabar
Eu sei que vou estar
Num bonito lugar

Perto do Hotel California
Na porta do Céu
Ou na Highway to Hell

E quando eu lá estiver
Sei alguém vai querer
Parar para ver

O barulho que vai fazer
A minha entrada
Com o meu violão

E quando me ouvirem tocar
Vão saber que o som
Vem do meu coração

Peço pra quem me escutar
Só uma nota de
Banco Imobiliário

Pra que nossa relação
Seja somente de
Valor sentimental

Quero ouvir outra história
Cantar outro som
E ter novas memórias

Pra poder por entre versos
E fazer dueto
Piano e violão

E quando ouvirem meu som
Saberão que é bom
Pois vem do coração

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Retorno

O velho sai do carro com ajuda de seu fiel cuidador.

O rapaz, que aparenta ter por volta de uns 20 anos de idade, delicadamente o retirou do carro e, conhecendo seu gosto, estende uma bengala feita de ébano, âmbar e marfim.

Ambos, o velho e o rapaz, estão agora parados à frente de uma casa caindo aos pedaços. As colunas que sustentavam o teto estavam comidas pela metade, e o teto naquele ponto já não se encontrava mais lá. Fazia quantos anos que havia deixado aquele lugar? Uns 100? Talvez uns 200. Não gostava muito de pensar naquela época. Ainda doía e fazia muito sentido tudo aquilo. Mas era exatamente por isso que tinha que voltar.

O velho agarrou sua bengala e fazendo gesto para que o rapaz o seguisse, começou a dar passos caducos até a porta, que em seu tempo tinha pequenas janelas, agora estraçalhadas. A porta coberta de musgo não foi incômoda de modo algum para se abrir, embora a maçaneta estivesse bem enferrujada. De trás, o rapaz não acreditava que com tantos lugares bonitos para passar seus últimos momentos, e com tanto dinheiro para se gastar, o velho preferisse passar seus últimos momentos naquela casa horrível, suja, abandonada.

Entraram em um cômodo que lembrava a cozinha. Na mesa se encontrava ainda uma garrafa de água tônica vazia e outra fechada. Talvez esperasse que algum dia tivesse aberto aquela garrafa, mas não podia fazer esta desfeita. Seria um insulto tomar a água de outra pessoa. Não se demoraram muito na cozinha e andaram por um corredor, o velho começando a ficar com os olhos marejados, relembrando antigos momentos.

Passaram por um quarto de hóspedes. O velho apenas parou à porta e lançou um olhar para dentro de onde teve diversas brigas com sua hoje bem sucedida prima. Todos sabiam de seu esforço, contrastante com o relapso que era o velho, contando apenas com seu nato talento de assimilar informação. Diferentemente dele, ela tornou-se reconhecida por mérito. Diferentemente dele, que se tornou reconhecido por sorte.

Olhou para o quarto ao lado. Aquele que um dia fora seu. Nele estavam as mais doídas. Teclas que soavam Mi menor. Uma pequena casinha de papel. Uma gaiola onde antes havia um pássaro azul. Todos estes fragmentos de um passado que quase o levou à loucura e ao suicídio. Estes ele deveria libertar pelo fogo. Mas não ainda.

Voltou-se para um amplo cômodo, que era a sala de jantar e a sala, só usada em ocasiões festivas pelo fato de ser junta da sala de estar, onde um dia seu avô passou muito de seu tempo. Ao andar pelo local reconheceu os santos da avó, uma época em que cria neles. Em que cria em algo. A urna que continha as cinzas do avô ainda estava lá. O velho passou os dedos pela urna e trocou um "oi" com uma antiga foto, já comida pelo tempo.

Voltou finalmente para seu antigo quarto e ao chegar lá, pediu para que seu cuidador sentasse com ele na cama.

- Sente-se um pouco comigo Jan.
- Sim Senhor Bansky.

O velho retirou de seu casaco de pele uma carta e um molho de chaves.

- Nesta carta estão todos os papéis das minhas propriedades, incluindo meus automóveis e motocicletas. Também consta aqui todas as senhas de meus bancos. Essas são as chaves da casa e dos carros e motos. É tudo seu.
- Mas Senhor Banksy, eu não poderia...
- De modo algum. Mas peço para que aceite. Fará bom uso de tudo isso eu tenho certeza. Agora por favor, deixe-me e vá viver a sua vida.

O rapaz sem entender tudo aquilo, pegou todos os itens e fez ainda uma reverência ao sair. Pegou o carro atônito enquanto tentava entender o que faria com tudo o que lhe foi dado. Enquanto isso, dentro de seu quarto, sentado em sua cama, o velho saca de seu casaco uma bela cigarreira de prata, cravejada de diamantes. Abre-a e puxa um cigarro. Do outro bolso do casaco ele puxa uma guimba, que é o nome dado ao isqueiro do estilo "Zippo". Dá passos vacilantes até seu antigo armário e abre a porta mais acima. O fluido ainda continuava lá.

O velho abre o Zippo e espirra uma boa quantidade de fluido de isqueiro para dentro do mesmo. Após carregá-lo, espirra o resto do conteúdo do frasco na cama e se senta, a cama agora encharcada de fluido. O velho acende seu cigarro com gosto. Ele ri, um riso genuinamente feliz enquanto na sua mente um último pensamento. Ele o verbaliza como se estivesse conversando com seu cuidador ainda.

- Heh. Esse lugar tá empoeirado pra cacete.

Após isso, o velho deita em seu leito, sua pira, e repousa o cigarro gentilmente no cobertor. Todo seu passado agora havia se juntado às cinzas do avô e o velho havia retornado finalmente ao lar.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Um último post, pra lembrar e dizer adeus.

Eu vou embora. Mas eu não deixo você só. Seria muito frio, e muito cruel se eu simplesmente fechasse tudo e acabasse com tudo radicalmente. Eu não sou assim. Eu quero que as coisas fiquem boas, que as vidas de todos fiquem mais fáceis e se pra isso eu preciso passar - e fazer os outros passarem - por momentos de turbulência, então assim vai ser.

Eu não vou dizer que nunca mais vou amar ninguém. Não é verdade. Mas nunca vou esquecer do sorriso bonito, dos cabelos, dos olhos absurdamente verdes e bonitos. Eu não postei pra chocar. Eu só postei por que não conseguiria ver isso como um adeus se eu não pudesse me despedir de todos os modos possíveis.

Eu não vou fechar o blog. Não vou acabar com o twitter e até mesmo o Gaia vai ficar lá. Fechá-los seria acabar com algo que não acabou de fato. Eu percebi que os "posteres" que eu disse que não tinha no meu quarto, o "Santuário" da pessoa amada existia sim, mas não no plano real, e sim no virtual. Eu não passava o dia sem visitar o twitter. E por que? Por causa DELA. A mesma coisa com o blog. Fiz por que? Por causa DELA. Por que é ela que tá em tudo o que eu vejo. Não por que ela esteja em todos os lugares. Ela simplesmente está nos meus olhos. Tá em mim.

Mas mesmo assim eu vou embora. Mesmo sabendo que o tormento ainda vai demorar pra passar, assim que eu achar algum colírio que lave essa imagem dos meus olhos. Não, ela não é um peso pra mim. Mas tudo o que aconteceu, tudo o que eu fiz e presenciei. Todas as coisas que eu tentei entender. Foi tudo tão doloroso. Foi tudo tão ruim. Podia ter sido tão bom.

É por isso que eu vou embora. Não pra esquecer dela, mas pra esquecer de mim. Pra poder apagar dos meus olhos, da minha lembrança, tudo aquilo que eu passei, toda a dor que eu sofri, todo o choro que eu derramei. Eu juro que tentei. Não consegui. E eu vou embora também pra poder me recompor do fracasso. Talvez eu volte, mas não espere com tanto afinco. Talvez eu morra mas não torne isso tão trágico. Eu simplesmente vou embora. É só isso. E com vocês eu deixo o meu cordial adeus.

Adeus

domingo, 28 de junho de 2009

Toda noite uma aventura diferente

Hoje é um dia especial.

Não quero ouvir tristeza, não quero ouvir lamento, não quero ouvir dor. Todo o ódio passou.

A cura tá longe, mas o tratamento tá funcionando. Eu quero estar curado. Eu quero ficar bem.

Eu quero que o mundo me veja como eu me vejo, uma pessoa alegre, uma pessoa de bem com a vida, uma pessoa que está disposta a se por nos perigos mais absurdos só pra poder falar "eu sobrevivi e estou vivendo muito bem".

Se eu pudesse eu faria de novo.

Se eu voltasse atrás eu não teria dúvida.

Esse post é como eu. Rápido, breve, e cheio de sentido. Reflita nisso.

sábado, 27 de junho de 2009

Postando uma palavra por vez

Não tem coisa melhor do que postar sem saber o que vai acontecer...

Postar simplesmente colocando as palavras no lugar, sem saber que forma elas vão ter na hora. Postar simplesmente. Postar com o que se tem na cabeça agora. São meia-noite e 6 minutos e eu não tenho nada na cabeça agora. Ou tenho? A quem eu estou engando? É lógico que eu tenho. Eu tenho na minha cabeça, no meu coração, na minha alma e na minha vida um único pensamento. O pensamento de que o amor está consumindo a minha vida toda. Vou me tornando cada vez mais quem eu não sou, morrendo por dentro e me tornando uma pessoa completamente degenerada.

Não são os cigarros que me matam. Não é a bebida que me mata. Não existe nada que me mate com tanta eficiência quanto esse amor. Não posso viver sem ele. Não consigo pensar em tê-la distante de mim por mais um minuto. Cada minuto é um sufoco mais do que hercúleo pra mim. É muita provação. É demais pra mim

EU JURO QUE TENTEI

Eu juro que tentei não pedir pra voltar. Eu juro que não queria desistir da esperança de estar esperando para um dia eu tê-la de um jeito pleno. Eu juro que tentei ser forte e não desistir. Eu juro. Mas não dá! É algo muito além da minha capacidade. Qualquer música me faz lembrar ela, quando a palavra AMAR é pronunciada não tem outra pessoa que me vem à cabeça, cada vez que eu vou fazer algo eu sempre me arrependo depois de não ter ELA do meu lado. Por que ela é tudo. Não tem outra palavra que diga melhor o que ela é pra mim

Tudinho? TUDINHO

Ela tá no ar que eu respiro, na palavra que eu falo, na minha cabeça e no meu coração, ela tá ao redor, na minha memória, no meu jeito de olhar pras pessoas e no jeito que eu tenho de me achar meio inconsequente às vezes (Doente mental da cabeça, é o que ela diria). Eu não consigo viver longe dela, sem ela eu já morri e estou esperando deitar. Um cadáver andante, é isso que eu sou

Que post sem sentido

Já faz um tempo que eu tou fazendo uns posts estranhos, mas de todos esse deve ser o mais estranho, por que dependendo do andar da carruagem, ele vai ser o último. Não que eu pare de te escrever. Não que eu pare de te manter informado desse circo de horrores e maravilhas que você tão inocentemente chama de vida, mas vou estar muito mais verbalizado comigo mesmo. Não se fará necessário ler disso. Não será útil.

Saiba que a minha senhora me deixou com um escudo no braço, e uma espada no [coração

Suicídio ainda é pecado né?

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Amor e Anistia

Esse não era pra ser um post.. mas foi... isso não era pra ser divulgado... mas eu não consigo manter isso entre eu e eu mesmo.. Eu preciso que alguém saiba... eu preciso que você entenda.... eu preciso voltar pra onde eu nunca devia ter saído.... esses são os pensamentos de um exilado que deixou a pátria mãe por motivo de força maior, e que anseia em voltar quando tudo estiver calmo e quando a guerra tiver terminado. Esse é um pedido de anistia.

Dor

Não consigo mais aguentar... Tanto riso, tanta festa, tanta comédia, máscaras pra um ser deplorável. Faces mundanas para esconder o verdadeiro ser horrível, o choro, a angústia, a mágoa, o ódio e o sofrimento que habitam dentro de mim. Que me corroem e que me degradam. Vontade de deixar explodir. Vontade de deixar que tudo me leve até o estágio máximo ao qual pode me levar. Vontade de acabar com tudo. Mas não. Permaneço de cabeça erguida, tentando voltar ao lar. Por que eu quero a minha anistia.

Amor

Hoje eu posso dizer que tenho completa ciência do quão profunda é essa palavra. Mais do que qualquer outra, essa é uma palavra que se dita do modo que deve ser dita, não precisa de mais nenhuma acompanhando para dizer tudo o que precisa dizer. "Eu te amo" e só. É tudo o que precisa ser dito.

Por quê?

Me perguntaram por que eu ainda continuo tentando, esperando, me sujeitando a isso. Por quê? O por que é a mais simples das respostas. Amor. Puro, intenso, etéreo. Mais do que simplesmente capricho, menos do que idolatria cega, eu amo racionalmente. Eu amo por que decidi que esta seria a menina que ficaria comigo até eu envelhecer e até um dos dois morrerem. E eu farei de tudo (não dentro do possível e "nãomuitohumilhante" como eu diria mas de TUDO) pra que isso se torne realidade. Por quê? Amor.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

O Meu Post de Quinta (A.K.A. Ela não está tão afim)

Considerações

Como pode uma pessoa dizer que faz e não fazer o que diz? Como se chama isso mesmo? Ahé! Hipocrisia! Hipocrisia é uma palavra que eu tenho visto muito ultimamente. Pessoas que nos exigem coisas absurdas, coisas as quais ELAS MESMAS não conseguem cumprir. Traição. Pessoas que nos esfaqueam pelas costas sem o mínimo de pudor. Hipocrisia. Pessoas que dizem que fazem e não fazem o que dizem. O mundo e as pessoas, os relacionamentos entre elas, são baseados em mentiras e hipocrisia. Essa é a verdade. Um pouco cruel não?

Cansado

Já estou cansado de fazer e não ter de volta. Estou cansado de receber sempre o contrário do que transmito. Cansado de não atenderem às minhas expectativas. Como eu posso confiar em alguém com esse nível de hipocrisia? Eu posso no máximo me aproximar, mas será que eu posso confiar? Eu sinto pesar de ouvir o que ela fala, por que no fundo eu sei que já não acredito com tanta confiança quanto eu costumava acreditar. Afinal, é contraditório. Essas pessoas que não fazem o que dizem que fazem.

É agora

Certo! Se for pra fazer algo tem que ser agora! Tou sem paciência para esperar uma semana. Tou sem paciência para esperar uma decisão sensata. Não devia ser sensato anyway. Mas o essencial é que eu não vou mais esperar. Eu vou tomar minhas atitudes e vou tomar minhas atitudes agora! E eu não quero mais tentar decifrar ou descobrir qual vai ser a consequência disso. Eu só vou fazer. E dane-se o que vier depois. Só espero que atenda as mesmas expectativas que des de muito tempo não são supridas.

Conclusão

É isso aí! Ou você me quer longe ou você me quer perto! O que vai ser?