segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Amargura

Who?

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É difícil não é?

Eu esperei tanto tempo! Mas agora você está aqui, e mais, tem completa consiência do que eu sou! Hoje eu quero fazer diferente. Hoje eu quero que você entenda. Eu quero que você perceba qual a minha verdadeira intenção. Qual o verdadeiro motivo de tanto esforço. Não! Eu não quero ser seu amigo. Eu entendo que você gosta assim, eu entendo que não sente nada mais, mas eu não posso ficar apenas nisso. Eu quero te ter, te possuir, te polir e te lapidar como o diamante raro e claro que é você. Esmeraldas nos olhos e rubis na boca, nessa tua face que é diamante ou mármore. Ornada de cabelos que são os mais puros fios de ouro.
Sim. Eu preciso te ter, pois não te ter é como olhar para você no céu, inalcançável, tangenciado a nossa imaginação. Não te ter é o maior dos castigos. Eu sangraria por você, eu morreria por você. Mas eu nunca faria algo que você não gostaria. E é nesse duelp interno que eu vivo. Quero você, mas não posso, pois te ter seria infringi uma regra minha. Então para te ver bem, continuo sofrendo. Continuo com essa amargura que me é peculiar.
Olha pra mim, vê o que você criou. Vê esse projeto do que é você. Eu quero te ter até o fim dos meus dias, até o fim dos seus dias. E se você deixar, quero que seus dias terminem ao meu lado. Pois é comigo que eu quero que você esteja. É contigo que eu quero estar

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Anos... Anos... Anos....

Para mim e Parati!

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Poisé poisé poisé....

Não... hoje não é como sempre... hoje se completa um ciclo, se completa uma etapa, se completa uma vida.
Hoje passamos uma barreira que outros em outros tempos diriam ser intransponíveis em nossas condições. Somos vitoriosos e nosso prêmio é a nossa vida. Nossa presença é nosso troféu, nosso coração nos mostra que ainda possuímos o que nossos ancestrais já deixaram para trás. Hoje não podemos deixar de dizer, estamos vivos.
Pois hoje nós provamos que superamos os obstáculos e que iremos superar mais muitos outros obstáculos, e mais uma vez estaremos comemorando aqui juntos!
Por isso não podemos deixar de dizer! Parabéns pra todos os Aniversariantes de 16/01, não importa a idade!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Que é Isso??

you're my eternal
Christmas

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Danny Elfman - O Estranho Mundo de Jack


Que é Isso?

Original de Danny Elfman

Que é isso? Que é isso? Mil luzes a piscar
Que é isso? Floquinhos pelo ar
Que é isso? Não posso acreditar, será um sonho, essa não, o que quê há
Que é isso?

Que é isso? Que é isso? Não posso compreender
Que é isso? Crianças a correr
Que é isso? Eu vejo a rua todo enfeitada, todo mundo dá risada, alguma coisa esta errada, que é isso?
Que é isso?

Crianças se divertem, o que aconteceu?
É tanta alegria e que horror, ninguém morreu
A neve na janela, ah não posso acreditar
Que lá no fundo sinto uma chama a brilhar

Ah não que é isso? Alguém beijou alguém
Oh céus que coisa incomum
Felizes. Em volta da lareira, lêem livros sem parar a noite inteira, que é isso?

Que é isso? Aqui não param de sorrir
Eu vi presentes pelo chão
O quê? A arvore coberta de enfeites, tantas luzes, um deleite
Lá de dentro vem um som e todos já se dão as mãos
Parece bom, parece bom, ah eu não sei o que será, que é isso?

Ah não, e agora? Crianças vão dormir
O quê? Ninguém mais vejo aqui
Por quê? Não há nenhuma uma bruxa sob a cama, ou um monstro só de lama, não entendo essa trama

Que é isso?

Não vejo pesadelos, ou pessoas a gritar
Mas ao contrario todos só parecem repousar
A musica ao longe, vai até o amanhecer
E o cheiro dessas tortas nunca mais vou esquecer

O som, a cor, há algo novo em mim
O ardor jamais senti assim
Eu sei que antes tão vazio
Meu coração vai transbordar como um vulcão
Eu quero, ah eu quero, ah eu quero só pra mim
O que será, o que será, esse lugar que encontrei

O que é isso?

domingo, 11 de janeiro de 2009

Vicio

To my Belle
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É quase incontrolável, necessário
De um jeito imensurável e temerário
O quanto me envolvo com você
Temendo cada dia sem te ver

É como uma droga, como um vício
É como no inferno o paraíso
De estar entre as tuas garras e saber
O quanto a sua presença é meu prazer

Não sei me libertar, e não consigo
Eu tenho que sair desse castigo
Mas então lembro o quanto é bom te ver
Sem ti não poderei sobreviver

Não consigo achar palavras suficientes
Para poder a sensação descrever
De ter na minha vida decorrente

A tua que me faz amanhecer
De um jeito singular e diferente
Me diz como eu poderei viver

sem te ter para guiar a minha
mente?

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A Tua Valsa

À uma dama sem cavalheiro

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Não és minha, e não poderia
Pois não mereço a honra de entrar
Em qualquer salão e te tirar a dançar
Qualquer valsa que durasse um dia

Não tenho nada, não sou nada
Você é tudo o que me resta
Eu sou cativo da tua espada
Não tenho parte na tua festa

Mas mesmo assim, me sinto grato
Pois se um dia como em um acaso
Puder vir a te chamar às danças
Como se fôssemos duas crianças

Sem nenhuma malícia ou pensamento
Nenhum desafeto ou desentendimento
Pudesse te conduzir em meio à dança

Então me sinto em grande alegria
Pois se não posso ter tua companhia
Ao menos tenho a minha esperança

E cai a noite...

A Noite vai caindo e vão caindo também meus olhos pela rua
Não posso cantar... Não posso fazer versos... Minha língua não me obedece
Eu tenho que viver assim, com meus vícios e minhas virtudes, com minhas especialidades e minhas fraquezas
Será que eu não fui generoso o bastante? Será que eu não fui esperançoso o bastante? O que será que aconteceu?
Faço prosa métrica, a cara de poesia não engana. Eu estou doente. Doente da alma, doente do coração.
Hora de passar meus legados ao próximo que me substituirá de manhã.
E esse jovem terá uma esperança renovada, e conseguirá cantar Allegros e Cantantes.
Mas hoje, eu vou caindo com a noite. Eu vou morrendo enquanto morre o sol, dando lugar ao melancólico poeta da noite.
A minha vida vive dividida entre os dois poetas. Entre o radiante sol e a solitária lua.
É assim que eu vou continuando, dia após dia, nessa dualidade, nesse bipolarismo que é tão irreal
Enquanto vou morrendo, vai nascendo outro em mim. Talvez ele seja Sankarion, talvez seja Nephilin.
Mas ele será o que tiver de ser

Eu não tenho lugar pra fugir de ti

Pra alguém que me mostrou que

temos que escolher pra onde ir


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Eu sou de quem? Eu sou da mãe ou do pai?
Eu sou da rua ou da casa? Eu sou de quem?
Eu tenho casa? Eu tenho ponte?
Eu sou de quem? Ou de ninguém?

Eu sou do mundo, eu só não sou de quem me quer.
E também de quem não quer, por que eu sou assim
Eu sou da vida, e a vida é minha namorada.
Eu cuido da vida e ela cuida de mim

Eu lembro de quando caminhei
Eu lembro do quanto caminhei até achar a vida
Mas continuo a procurar, e quanto a essa vida
Que eu sempre quis pra mim, nem sei se achei

Eu odeio a morte, mas a morte me persegue
E um dia eu e a vida vamos nos separar
Mas quando eu me separar eu vou saber
Que ela vai ter saudades de me amar

Pois a morte é um abraço do qual não dá pra fugir
Mas enquanto ela não põe seus braços sobre mim
Eu abraço a quem me ama, a vida que eu sei que não vai me trair

E quando eu for ela vai ainda cuidar de um outro além de mim
Pois eu sei que não tenho verdadeiro lugar pra fugir
Do braço gélido que um dia vai se por sobre mim

mas enquanto isso sou eu que diz que sim

Allegro constante

É essa batida que me afeta em todos os meus sentidos
É esse cheiro que me leva pra além mar e me faz voltar
Pousar em verde relva com meus cães, numa nostalgia
Numa paz, numa simplicidade quase divina.

Eu não quero voltar, quero continuar nesse sonho
Quero continuar voando nessas asas de bemóis
Pousar, com meus trens de pouso, que são sustenidos
Encostando o chão em intervalos de semi-colcheias
E parar definitivamente, nessa relva, em um stacatto
E ficar em um allegro, e cantar como se não tivesse ninguém ouvindo.
É esse som que me faz alçar vôo em um crescendo
Que me faz sentir divino, essa música que eu consigo ouvir na minha mente
A tua música, que é mágica, que é mística, é realmente divino
Problemas não vão me fazer desistir, não.
Mesmo que você não toque, eu vou continuar escrevendo.
Pois você está comigo onde quer que eu for.
Você não me decepciona

Impressões

Essas impressões que temos, que nos matam... essas impressões que afastam as pessoas de nós, são as mesmas que podem nos aproximar das pessoas. Essas impressões. São apenas impressões que temos de tudo aquilo que vemos, que ouvimos, que vivemos e que, de uma maneira ou de outra, nos marcam. Essas impressões que nos marcam. Essas impressões podem ser as que nos machucam ou as que nos afagam, as que nos beijam ou as que nos escarram. São as impressões que temos das pessoas que são marcantes para nós. São essas impressões que ficaram na minha mente depois daquele jantar, daquela conversa amigável, daquele debate de idéias. E que impressões eu deixei em vocês? Que impressões ficaram marcadas em vocês? São essas as impressões que te afagam? Ou eu sou aquele que te mata? Eu sou o que te ajuda ou o que te ataca?
São essas impressões que nos matam. São as mesmas impressões que nos apresentam à vida. E que impressões você tem desse texto?

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Pq hoje eu estou (quase) diferente

 Chico Buarque - Valsinha


Valsinha
por Chico Buarque

Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar

Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda a cidade enfim se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

NEVER MORE!

Nunca mais!

Nunca mais alguém me chama de meu bem!
Nunca mais eu sou comparado a um deus!
Nunca mais eu serei um gênio pra quem me diz
Nunca mais eu estarei nos braços teus

Eu não quis assim, eu poderia ter te dito
Mas aqui, onde só eu visito
Estou seguro de que ninguém vai me dizer
O quão bom e belo isso poderia ser

Eu não creio que eu vá voltar atrás
Eu não creio que você vá me aceitar
O meu sonho eu já posso descartar
Dos tormentos já posso ficar em paz

Mas eu sempre vou me lembrar
O quão maldito é o impulso humano
Que me fez contra ti pecar

E é por isso que hoje vivo vagueando
Procurando em tua sombra um lugar
Pra fingir que continuo te amando

E que tú continuarás me respeitando

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Forma de escrever

Existem muitas formas de se expressar o que se quer... Uma delas é vir a público e falar realmente na cara o que se quer falar. Outra é ser subjetivo, sempre remetendo a alguma coisa ou alguém... Nunca falar diretamente.

Quem me disser que eu estou errado, pode dizer. Mas ninguém nunca vai me dizer que eu sou uma má pessoa. Ninguém nunca vai me dizer que eu sou louco. Não, não, eu posso até ser estranho, mas eu tenho meus acessos de lucidez. Eu posso ser ferido, posso ser queimado, mas todos meus ferimentos vão sarar. O que não vai sarar vai ser o que não acontecer comigo. Você pode me ferir e me queimar, mas dizer que não me aceita é um convite à minha ignorância, um auto-convite à minha inimizade. Eu não perdôo apenas aqueles que não me perdoam. Eu não quero apenas aqueles que não me querem. Só vou te odiar, se você me odiar. Mas nunca vou te ignorar, pois maior que o ódio e a arrogância, é a ignorância de um ser pro outro. Eu sempre, sempre estarei de alguma maneira com o coração aberto à você

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Reinauguração turbulenta


vou dedicar esse post pra duas mulheres. Uma que sofre, e outra que me faz sofrer
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Quem nunca foi criança pra um dia amar?
Ou quem nunca quis ser adulto pra poder casar?
Quem sempre teve razão e agora não consegue acertar?
Quem nunca teve amparo pra sentar e chorar.

Parece até brincadeira e você pode rir
Mas é difícil tentar e sempre fracassar
Você se esforça pra tentar alcançar
A força que agora parece te abandonar

-------------------------------------------(Restos da minha lingua paralítica)

Pois é pois é pois é.... Muito tempo fora e agora eu tou de volta, sem querer saber daqueles que tentaram me machucar....
Depois de entrar nesse turbilhão de acontecimentos eu resurjo... e agora não mais com Hades, Pepe, Joker, Sankarion, não.... Eu sou Eu.... Eu sou....
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E é por isso que agora o que eu escrever tá sobre minha responsabilidade... Você pode dizer o que quiser, mas que seja na minha cara. Pode me xingar a vontade, mas me mostre que eu realmente sou o que você pensa que eu sou. Pode me expulsar da sua casa, mas antes tenha certeza que eu vou voltar a bater os seus umbrais, e você vai ter que me dizer o porquê.
Não é vingança. É Justificação. É a força que vai te forçar a me dar um sólido porquê, e não me venha com suas neuras e preocupações. Não me venha com suas desconfianças. Você já passou muito além dos seus limites. Agora eu exijo um porquê. Agora eu exijo de você