sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

A Tua Valsa

À uma dama sem cavalheiro

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Não és minha, e não poderia
Pois não mereço a honra de entrar
Em qualquer salão e te tirar a dançar
Qualquer valsa que durasse um dia

Não tenho nada, não sou nada
Você é tudo o que me resta
Eu sou cativo da tua espada
Não tenho parte na tua festa

Mas mesmo assim, me sinto grato
Pois se um dia como em um acaso
Puder vir a te chamar às danças
Como se fôssemos duas crianças

Sem nenhuma malícia ou pensamento
Nenhum desafeto ou desentendimento
Pudesse te conduzir em meio à dança

Então me sinto em grande alegria
Pois se não posso ter tua companhia
Ao menos tenho a minha esperança

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