sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

E cai a noite...

A Noite vai caindo e vão caindo também meus olhos pela rua
Não posso cantar... Não posso fazer versos... Minha língua não me obedece
Eu tenho que viver assim, com meus vícios e minhas virtudes, com minhas especialidades e minhas fraquezas
Será que eu não fui generoso o bastante? Será que eu não fui esperançoso o bastante? O que será que aconteceu?
Faço prosa métrica, a cara de poesia não engana. Eu estou doente. Doente da alma, doente do coração.
Hora de passar meus legados ao próximo que me substituirá de manhã.
E esse jovem terá uma esperança renovada, e conseguirá cantar Allegros e Cantantes.
Mas hoje, eu vou caindo com a noite. Eu vou morrendo enquanto morre o sol, dando lugar ao melancólico poeta da noite.
A minha vida vive dividida entre os dois poetas. Entre o radiante sol e a solitária lua.
É assim que eu vou continuando, dia após dia, nessa dualidade, nesse bipolarismo que é tão irreal
Enquanto vou morrendo, vai nascendo outro em mim. Talvez ele seja Sankarion, talvez seja Nephilin.
Mas ele será o que tiver de ser

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